COMUNICADO Nº 27 – 24 DE JULHO DE 2015

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COMUNICADO Nº 27 – 24 DE JULHO DE 2015

O Comando Nacional de Greve realizou reunião nos dias 21, 23 e 24 de julho, com os seguintes pontos de pauta:

01 – LISTA DE PRESENTES

02 – INFORMES

03 – AVALIAÇÃO

04 – ENCAMINHAMENTOS

05 – QUADRO ATUALIZADO DA DEFLAGRAÇÃO DA GREVE NAS IFE

LISTA DE PRESENTES

21/07/2015 Diretoria: Renata Rena Rodrigues, Vânia Lezan Kowalczuk, Maria Regina Ávila, Cláudia March, André Rodrigues Guimarães, Paulo Rizzo, Amauri Fragoso, Marinalva Oliveira, Giovanni Frizzo Delegados: Guilhermina de Melo Terra (ADUA), Avery Veríssimo (SESDUF-RR), Suelene Pavão (ADUFPA), Rigler Aragão (SINDUNIFESSPA-SSIND), Tadeu Lopes Machado (SINDUFAP), Cláudia Durans (APRUMA), Magnus Gonzaga (ADUFERSA), Francileide de Araújo Rodrigues (ADUFPB), Josevaldo P. Cunha (ADUFCG), Henrique José Praxedes Cahet (ADUFAL), Airton Paula Souza (ADUFS), Bernardo Ordoñez (APUB), Juliano Pereira Campos (APUR), Ivone Ferreira da Silva (ADUFMAT-CUA), José Roberto Rodrigues de Oliveira (ADUFMS), Reinaldo dos Santos (ADUFDOURADOS), Janaína Montagner (ADLESTE), Gustavo Costa de Santos (ADUFLA), Salatiel Menezes (ADUFRJ), Luciana Santos Collier (ADUFF)  Observadores: Arturo Gouveia (ADUFPB), Elisângela Silva Porto Sales (ADUFCG),Suzana Maria Zutti Lima (SIDCEFET-MG), Daniela Hoffmann (ADUFPEL), Amanda Chaves Pinheiro (APESJF), Eric Batista Ferreira (ADUNIFAL) Convidados: Tricia Zapula Rodrigues (SIDCEFET-MG).

23/07/2015 Diretoria: Renata Rena Rodrigues, Maria Regina de Ávila, Marinalva Oliveira, Amauri Fragoso, Giovanni Frizzo, Cláudia March, Fausto de Camargo Jr, Vânia Lezan Kowalczuk. Delegados: Guilhermina de Melo Terra (ADUA), Avery Veríssimo (SESDUF-RR), Suelene Pavão (ADUFPA), Vicente Filho Alves Silva (ADUFRA), Mário Adonis Silva (SINDUFOPA), Rigler Aragão (SINDUNIFESSPA-SSIND), Tadeu Lopes Machado (SINDUFAP), Cláudia Durans (APRUMA), Jairo Rocha Ximenes Ponte (ADUFERSA), Francileide de Araujo Rodrigues (ADUFPB), Josevaldo P. Cunha (ADUFCG), Lígia Regina Calado de Medeiros (ADUC), Henrique José Praxedes Cahet (ADUFAL), Airton Paula Souza (ADUFS), Bernardo Ordoñez (APUB), Juliano Pereira Campos (APUR), Patrícia Orfila (SESDUFT), Ivone Ferreira da Silva (ADUFMAT-CUA), José Roberto Rodrigues de Oliveira (ADUFMS), Reinaldo dos Santos (ADUFDOURADOS), Janaína Montagner (ADLESTE), Catarina Dallapicula (ADUFLA), Salatiel Menezes (ADUFRJ), Luciana Santos Collier (ADUFF)  Observadores: Arturo Gouveia (ADUFPB), Elisângela Silva Porto Sales (ADUFCG), Suzana Maria Zutti Lima (SIDCEFET-MG), Celeste Pereira (ADUFPEL), Amanda Chaves Pinheiro (APESJF), Eric Batista Ferreira (ADUNIFAL) Convidados: Tricia Zapula Rodrigues (SIDCEFET-MG), Daniela S. Hoffman (ADUFPEL).

24/07/2015 Diretoria:  Maria Regina de Ávila, Amauri Fragoso, Giovanni Frizzo, Cláudia March  Delegados: Guilhermina de Melo Terra (ADUA), Avery Veríssimo (SESDUF-RR), Suelene Pavão (ADUFPA), Vicente Filho Alves Silva (ADUFRA), Mário Adonis Silva (SINDUFOPA), Rigler Aragão (SINDUNIFESSPA-SSIND), Tadeu Lopes Machado (SINDUFAP), Cláudia Durans (APRUMA), Jairo Rocha Ximenes Ponte (ADUFERSA), Arturo Gouveia de Araújo (ADUFPB), Josevaldo P. Cunha (ADUFCG), Lígia Regina Calado de Medeiros (ADUC), Henrique José Praxedes Cahet (ADUFAL), Airton Paula Souza (ADUFS), Bernardo Ordoñez (APUB), Juliano Pereira Campos (APUR), Patrícia Orfila (SESDUFT), Ivone Ferreira da Silva (ADUFMAT-CUA), José Roberto Rodrigues de Oliveira (ADUFMS), Reinaldo dos Santos (ADUFDOURADOS), Janaína Montagner (ADLESTE),  Catarina Dallapicula (ADUFLA), Salatiel Menezes (ADUFRJ), Luciana Santos Collier (ADUFF)  Observadores:  Elisângela Silva Porto Sales (ADUFCG), Celeste Pereira (ADUFPEL)

INFORMES

Informe da Reunião na Secretaria-Geral da Presidência da República 

A audiência foi mais uma ação por parte do Fórum dos SPF para demonstrar disposição de diálogo com o governo para tratar da proposta de reajuste salarial de 21,3%, parcelado em quatro anos – amplamente rechaçado pela categoria.

De acordo com os servidores, a proposta – apresentada na última reunião realizada entre o Fórum das Entidades Nacionais dos SPF e a Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) do Mpog, no dia 20 deste mês – ignora as perdas acumuladas (2010-2015) e não leva em conta a inflação prevista para os próximos quatro anos.

A reunião foi importante e a expectativa é que tenha resultados no sentido de avançar. O Assessor Especial da Secretaria-Geral da Presidência da República saiu com o compromisso de interceder junto a Rosseto para abrir novos canais de negociação principalmente em relação ao que foi apresentado pelo governo até agora. Feijóo comprometeu-se também a interceder junto ao secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SRT/Mpog), Sérgio Mendonça, na tentativa de fazer tratativas para que a negociação avance.É importante buscar novos canais de diálogo diferentes dos que estão postos até o momento para tratar das pautas setoriais e das que tocam toda a categoria do funcionalismo público.

Reunião com MPOG/MEC/SETEC 

Presentes: SRT (MPOG) – Sérgio Mendonça; Vladimir Nepomuceno; Edina. MEC/SESu: Jesualdo Farias; Dulce Tristão. SETEC: Luciano Toledo. CNG-ANDES-SN: Paulo Rizzo; Cláudia March; Marinalva Oliveira; Reinaldo dos Santos; Josevaldo Cunha; Luciana Collier. Participaram também representantes do SINASEFE e Proifes.

A reunião iniciou com Sérgio Mendonça falando que a resposta para a pauta específica era o mesmo índice apresentado para o Fórum dos SPF de 21% em 4 anos. ANDES-SN e SINASEFE cobraram a resposta à pauta de reivindicações, inclusive a última reunião do dia 6 de maio, realizada entre ANDES-SN e SRT. Também foi cobrado sobre o papel da mesa setorial, pois o secretário estava apresentando a mesma resposta à pauta do Fórum dos SPF.

A discussão sobre índice linear, para o ANDES-SN, só seria discutida na mesa com as entidades do Fórum. Sérgio Mendonça respondeu que a resposta para a mesa setorial era apresentar o mesmo índice do Fórum e que a forma de utilizar o índice, cada entidade poderia decidir usar como índice linear ou para restruturação da carreira. O ANDES-SN e SINASEFE cobraram sobre previsão de concurso público, condições de trabalho e reversão dos cortes no orçamento da educação. O ANDES-SN cobrou o acordo assinado em abril de 2014, sobre restruturação da carreira.

O Secretário da MEC/SESu respondeu que o MEC não aprovou a assinatura do acordo (sendo que o próprio MEC assinou o acordo). Sobre vagas para concurso, o secretário respondeu que há vagas já autorizadas e repassadas às Universidades. Quando foi cobrado que disponibilizasse a planilha com as vagas e nomes das universidades, o secretário se negou a disponibilizar e respondeu que cobrasse dos reitores. Sobre os cortes no orçamento, o secretário da MEC/SESu reconheceu que ocorreram, mas avalia que os reitores são responsáveis pela administração das contas. Inclusive usou o conceito de autonomia para reafirmar que cada reitor deve escolher o que pagar e o que deixará de pagar.

O ANDES-SN reafirmou que as três entidades ali presentes faziam parte do Fórum dos SPF, portanto a mesa setorial deveria ter o papel de responder à pauta específica e não sobre índice linear que é pauta conjunta dos SPF.

O Secretário da SRT respondeu que o índice linear de 21,3% será sim discutido nas mesas setoriais e afirmava que algumas entidades iriam aceitar. A fala do Secretário da SRT foi enfática, que o objetivo do governo era quebrar a unidade do Fórum dos SPF. O ANDES-SN e SINASEFE mantiveram a unidade e o Proifes afirmou que discutiria índice na mesa setorial, desconsiderando o consenso dentro do Fórum dos SPF.

Por fim, foi cobrado pelo ANDES-SN e SINASEFE que fosse marcada a próxima reunião com respostas objetivas do governo à pauta específica de ambas entidades. O governo ficou de avaliar e responder o mais breve possível, conforme cobrança das entidades, para ocorrer ainda no mês de julho.

 

AVALIAÇÃO

Nova etapa da greve: intensificar a luta para avançar na negociação

A semana de 20 de julho de 2015 foi marcada pela intensificação da mobilização e da greve dos trabalhadores do serviço público federal e pela realização de diversas reuniões entre o movimento grevista e o governo. Resultado da pressão do movimento, a reunião prevista entre o Ministério do Planejamento e o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais foi confirmada e aconteceu na tarde do dia 20 de julho, assim como as mesas setoriais entre governo e representantes dos trabalhadores dos diversos setores do executivo.

Na esplanada dos ministérios, a marcha dos trabalhadores do Serviço Público Federal contou com a participação de mais de seis mil pessoas. Em resposta à convocação do CNG, os docentes das IFE de diversos Estados tiveram uma significativa participação na marcha do dia 22, que contou também com a participação massiva de estudantes.

A avaliação do ato foi positiva, pois demonstrou a disposição dos trabalhadores para a unidade de ação e atendimento da pauta conjunta. Ao final da marcha, uma comissão de representantes do Fórum exigiu uma audiência com o Secretário Geral da Presidência da República para reivindicar avanços efetivos no processo de negociação. Pela pressão do movimento, os servidores foram recebidos por José Lopez Feijó, Assessor Especial da Secretaria, que assumiu o compromisso de interceder junto ao Secretário Geral da Presidência da República, Miguel Rosseto, para abrir novos canais de negociação.

Por outro lado, a conjuntura econômica da semana foi marcada pela queda da previsão de crescimento do PIB, revisado pelo governo nesta quarta-feira (22), com uma nova previsão de retração em 2015. Frente a esse quadro de aprofundamento da crise, com a queda da renda e do emprego, as previsões de superávit primário também caem, porque as receitas públicas reduzem-se. O governo responde com mais cortes no orçamento, da ordem de 8,6 bilhões de reais, totalizando em 2015, até o presente momento, o montante de 79,4 bilhões de reais, para garantir o compromisso com a manutenção do pagamento dos juros da dívida pública a partir da retirada de direitos (seguro-desemprego, pensão por morte, auxílio doença, PIS), corte nos investimentos sociais, aumento do desemprego, da inflação, privatizações e o mais recente Plano de Proteção ao Emprego, que reduz jornada de trabalho com redução de salário.

As políticas adotadas pelo governo demonstram sua opção de garantir a ganância do capital, penalizando os trabalhadores. Em junho, segundo dados do Ministério do Trabalho, foram fechadas 111 mil vagas com carteira assinada, pior indicador no mês desde 1992.

O índice de inflação anual oficial (IPCA) de 9,0%, divulgado em 26 de junho, confirma a avaliação do Fórum das Entidades Nacionais dos SPF sobre a proposta de politica salarial apresentada pelo governo de 21,3% em quatro anos, como uma proposta de arrocho salarial para os trabalhadores do serviço público.

Na educação federal, em particular, os efeitos dos cortes já anunciados repercutem no cotidiano das IFE, a exemplo dos cortes na pós-graduação. Conforme passam as semanas, as evidências do desmonte se tornam mais presentes, apontando para o aprofundamento da precarização das condições de trabalho e ensino.

Avaliação das reuniões de negociação com o governo

Como resultado da mobilização e das greves do conjunto das categorias do funcionalismo federal, que exigiram, no dia 7 de julho, uma nova proposta de política salarial e o atendimento dos demais pontos da pauta conjunta, houve nova reunião entre o governo e o Fórum das Entidades Nacionais dos SPF, no dia 20 de julho. A expectativa de respostas efetivas por parte do governo não se realizou quando houve a manutenção da proposta de reajuste salarial de 21,3%, parcelado em quatro anos. O único dado novo apresentado referiu-se a apenas um ponto da pauta – reajuste dos benefícios –, ao qual o governo não atendeu integralmente, apresentando uma proposta de reajustes dos auxílios – alimentação, saúde e pré-escola – que não garantem a isonomia com os outros poderes e excluem os aposentados.

As entidades que compõem o Fórum reafirmaram sua rejeição à proposta salarial plurianual e abaixo dos índices inflacionários, reiterando a reivindicação de estabelecimento de data-base de 1º de maio e a negociação de uma política salarial com reposição das perdas decorrentes da inflação.

O Fórum questionou ainda os representantes do governo, apontando a contradição entre os cálculos utilizados para o reajuste dos benefícios, que consideraram a inflação passada, e os índices utilizados para reposição salarial, não. A possibilidade de inclusão de uma cláusula de revisão do acordo plurianual em 2017, apresentada pelo governo, na verdade não passa de um engodo. Ao ser questionado sobre a garantia legal dessa cláusula, o governo respondeu negativamente, reduzindo-a à assinatura de um acordo, sem inclusão em lei. Diante disso, o posicionamento do Fórum foi de recusa da proposta apresentada e de reivindicação de uma nova audiência, a ocorrer no período de até dez dias.

O Fórum, reunido no dia 21 de julho, avaliou o momento da greve e do processo de negociação, incluindo a reunião com o governo. Como parte dos próximos passos do movimento e considerando a ocorrência do debate sobre contraproposta em algumas entidades, “indicou cinco entidades para estudar possíveis contrapropostas (com projeções para um ano e para dois anos)”, constituindo para isso um grupo de trabalho com representantes de cinco entidades (SINAL, ASSIBGE-SN, SINASEFE, CONDSEF e ASFOC-SN). A unidade do Fórum prossegue com a reafirmação da mesa central como único espaço para negociação do índice de reajuste salarial.

Os relatos das mesas setoriais entre representantes do movimento e do governo já ocorridas sinalizam, entretanto, para a tentativa do governo de fragmentar o movimento a partir da proposta de negociações setoriais de índices, sem a conclusão desse debate na mesa central. Essa tática do governo se confirmou na reunião setorial com os representes das entidades da categoria docente, ocorrida no dia 22 de julho. A tática governamental de quebra da unidade do movimento, já utilizada em negociações anteriores, deve ser combatida, tal como os representantes do ANDES-SN o fizeram nessa reunião.

Por força de reivindicação do ANDES-SN e SINASEFE, a mesa setorial ocorreu com a presença das duas entidades e, da parte do governo, representantes do MPOG/SRT e do MEC (SESu e SETEC) e de seu braço sindical, o PROIFES. O Secretário das Relações de Trabalho, Sérgio Mendonça, iniciou a reunião reapresentando a mesma proposta de reajuste salarial, desconsiderando os itens da pauta específica de reivindicações dos representantes do CNG/Andes-SN, que questionaram a ausência de respostas à pauta específica por parte da SRT/MPOG e reafirmaram os cinco eixos da pauta específica, reivindicando o cumprimento do acordo assinado em 2014 sobre a reestruturação da carreira, rompido unilateralmente pelo governo.

A expectativa de que a reunião setorial, realizada no MPOG com a presença do MEC, avançaria na negociação efetiva da pauta específica foi frustrada frente à negativa do MPOG em se posicionar sobre os pontos de pauta, acompanhada pela intervenção do MEC, que só reafirmou os elementos apresentados pela SESu na reunião realizada em 23 de junho.

Ao tomar a palavra, o Secretário de Ensino Superior, Jesualdo Pereira Farias, considerou os cortes orçamentários inexoráveis e minimizou seus impactos, ao não reconhecer a crise nas instituições federais de ensino. Prosseguiu, relatando os procedimentos de repasse mensal das verbas do MEC para as universidades públicas, transferindo a administração da escassez de recursos para os reitores. Para a SESu/MEC, cabe a cada reitor, no âmbito da “autonomia universitária”, decidir sobre quais contas serão pagas. Em relação à realização de concursos públicos, reafirmou a existência de nove mil vagas docentes nas universidades, responsabilizando novamente os reitores pelo não preenchimento destas. A reivindicação reapresentada pelo CNG/ANDES-SN da planilha com a distribuição destas vagas por universidade foi novamente negada.

Os representantes do CNG ANDES-SN reivindicaram a negociação efetiva da pauta específica, posto que o único elemento apresentado na mesa foi o índice de reajuste, o qual, segundo nossa concepção, não é ponto de pauta da mesa setorial. Importante destacar que a intervenção dos representantes do SINASEFE seguiu a mesma linha, demonstrando unidade tanto na avaliação da postura do governo, quanto na exigência de agendamento de uma nova reunião que avance nas negociações setoriais.

O braço sindical do governo, PROIFES, esteve à mesa de negociação setorial e já afirmou seu compromisso, reincidente em defender a proposta divisionista do governo e negociar setorialmente a política salarial em debate na negociação entre o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais e o Ministério do Planejamento.

Os questionamentos dos representantes do CNG ANDES-SN resultaram na explicitação, por parte do Secretário de Relações do Trabalho, de que o objetivo do governo é, sim, negociar setorialmente o índice de reajuste. Nossa avaliação é de que o objetivo do governo, evidenciado na reunião setorial, é fragilizar o movimento unificado e não negociar de fato a pauta específica.

Entretanto, os momentos finais da reunião foram marcados pela pressão dos representantes do CNG/ANDES-SN e SINASEFE, reivindicando nova reunião setorial para tratar efetivamente dos pontos referentes à pauta específica, com destaque para a reestruturação da carreira e a revisão dos cortes orçamentários na educação, resultando no compromisso por parte do governo de agendar nova reunião.

A construção do Fórum de Entidades Nacionais dos SPF, desde 2014, e a deflagração e fortalecimento da greve docente, que completa oito semanas, forçaram o governo a reconhecer o movimento e a necessidade de estabelecer o processo de negociação. Portanto, enfrentar a postura do governo nesse momento, requer a intensificação da greve docente, a manutenção da unidade com os SPF e a defesa de um processo que combine o tempo e o conteúdo da negociação geral dos SPF com o processo de negociação setorial.

À luz dessa conjuntura, cabe ao movimento avaliar os próximos passos de nossas ações. É necessário que nossa base debata profundamente a conjuntura que está posta e ofereça elementos que sustentem nossa posição perante o que o governo coloca, com o intuito de prosseguir na luta unitária dos SPF e na defesa de negociação efetiva e concreta da pauta específica dos docentes.

Para a pauta conjunta com os SPF, já afirmamos que não abrimos mão de nosso princípio de ajuste anual de salários com data base e que esteja acima da inflação. Além do mais, com relação aos auxílios, defendemos sua isonomia com os demais poderes como princípio. No entanto, entendemos a necessidade de as assembleias gerais, a partir dos princípios que orientaram a elaboração do índice reivindicado de 27,3%, construírem cenários possíveis, incluindo a apresentação ou não de contrapropostas para negociação, a serem debatidas com o conjunto dos SPF, para posterior apresentação em reunião com o governo.

Já em relação à nossa pauta específica, ainda não respondida pelo governo, devemos intensificar a greve, reivindicar respostas efetivas e pressionar politicamente a ANDIFES e o CONIF a assumirem posicionamento político em relação ao desmonte da educação federal.

ENCAMINHAMENTOS

– Elaborar materiais sobre os efeitos dos cortes nas IFEs;

– Realizar de rodada de debates com a comunidade acadêmica e com a administração universitária sobre o efeito dos cortes orçamentários no funcionamento da universidade;

– Pressionar as reitorias para exigir dados sobre as vagas docentes disponíveis e os impactos do funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão;

– Articular nos Estados reuniões com as entidades dos Servidores Públicos Federais, fortalecer a unidade e realizar atividades de mobilização conjunta, com o objetivo de ampliar a visibilidade da greve e de nossas reivindicações junto à sociedade.

– Realizar rodada de assembleias gerais até o dia 31 de julho para avaliar a conjuntura e o momento da greve e indicar as estratégias de negociação da política salarial a serem defendidas no Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais para intervenção conjunta na próxima reunião com o MPOG.

FUNDO DE GREVE

As Seções Sindicais devem observar a regularidade dos depósitos realizados para a composição do fundo nacional de greve, de acordo com o regimento do CNG ANDES. Os procedimentos para efetivação dos repasses serão orientados em carta enviada pela Secretaria do CNG às Seções Sindicais.


 

QUADRO ATUALIZADO DA DEFLAGRAÇÃO DA GREVE NAS IFEs

(Em destaque as Seções com novas deflagrações)

N Seção Sindical IFE
01 ADUFAC Universidade Federal do Acre
02 ADUA Universidade Federal do Amazonas
03 SINDUFAP Universidade Federal do Amapá
04 ADUFRA Universidade Federal Rural da Amazônia
05 ADUFPA Universidade Federal do Pará
06 SINDUNIFESSPA Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará
07 SINDUFOPA Universidade Federal do Oeste do Pará
08 ADUNIR Universidade Federal de Rondônia
09 SESDUF-RR Universidade Federal de Roraima
10 SESDUFT Universidade Federal de Tocantins
11 SINDIFPI Instituto Federal do Piauí
12 ADUFERSA Universidade Federal Rural do Semiárido
13 ADUFAL Universidade Federal de Alagoas
14 ADUFS Universidade Federal de Sergipe
15 ADUFPB Universidade Federal da Paraíba
16 SINDUNIVASF Universidade do Vale do São Francisco
17 APUB Universidade Federal da Bahia
18 APUR Universidade do Recôncavo da Bahia
19 ADUFOB Universidade Federal do Oeste da Bahia
20 APRUMA Universidade Federal do Maranhão
21 ADUFCG Universidade Federal de Campina Grande
22 ADUFCG-PATOS Universidade Federal de Campina Grande – Patos
23 ADUC Universidade Federal de Campina Grande – Cajazeiras
24 ADUFMAT Universidade Federal do Mato Grosso
25 ADUFMAT- RONDONÓPOLIS Universidade Federal do Mato Grosso – Rondonópolis
26 CAMPUS GOIÁS Universidade Federal de Goiás
27 ADCAJ Universidade Federal de Goiás – Jataí
28 ADCAC Universidade Federal de Goiás – Catalão
29 ADUFDOURADOS Universidade Federal da Grande Dourados
30 ADUFMS Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
31 SESDIFMT Instituto Federal do Mato Grosso
32 ADLESTE Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – Três Lagoas
33 ADUFF Universidade Federal Fluminense
34 ADUFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro
35 ADOM Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – Campus de Mucuri
36 ADUFLA Universidade Federal de Lavras
37 SINDFAFEID ou ADUFVJM Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – Diamantina
38 CLG – UFSC Universidade Federal de Santa Catarina
39 SEÇÃO SINDICAL DO ANDES-SN na UFRGS  Universidade Federal do Rio Grande do Sul
40 CLG – UNILAB Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
41 ADUFOP  Universidade Federal de Ouro Preto