Atos contra ajuste fiscal e redução da maioridade penal marcam dia do Estudante

11807310_10205056459758925_2651654524392700109_oO dia 11 de agosto foi marcado pela Jornada de Lutas “Não à Redução! Não aos cortes de Dilma na Educação”, organizado pela Anel e pela UNE, com mobilizações em todo o Brasil durante o Dia do Estudante. As manifestações contaram, também, com a presença de docentes, seguindo orientação do Comando Nacional de Greve (CNG) do ANDES-SN e do Espaço de Unidade d e Ação.

Em São Paulo (SP), o ato contou também com a presença dos metalúrgicos demitidos da General Motors (GM) de São José dos Campos, que reafirmaram a defesa dos direitos dos trabalhadores no momento em que o governo promove um ajuste fiscal que só beneficia os grandes empresários. Célio Dias, do Sindicato de Metalúrgicos de São José dos Campos, relatou durante o ato que os trabalhadores decidiram naquele dia, em assembleia, manter a greve até que os demitidos sejam reintegrados pela empresa. “Mais uma vez sofremos um ataque da empresa, junto com o governo, junto com o patrão e a burguesia desse país. Precisamos exigir das centrais sindicais, que ainda estão atreladas ao governo, que rompam imediatamente, e que venham a somar nesta luta com a classe trabalhadora para construir uma greve geral”, disse Célio, durante o ato.

Silvia Ferraro, representando a CSP-Conlutas no ato, destacou a importância de construir um terceiro campo para a classe trabalhadora, e de lidar com a falsa polarização política atual. “Estamos hoje nas ruas porque não vamos pagar pela crise. Isso é culpa do governo Dilma, culpa do Congresso Nacional, dos banqueiros. Não estaremos nas ruas no dia 16, no ato chamado pela direita, nem no dia 20, quando acontecerá o ato chamado pelos governistas”, pontuou.

11863298_852774451472893_6184567166034205058_nEm Recife (PE), os estudantes fizeram a manifestação no Marco Zero, onde conversaram com a população. Em Natal (RN), houve debate sobre a dívida pública que consome mais de 50% do orçamento do país, e quais as consequências dessa política para a retirada de direitos dos trabalhadores. Em Brasília (DF), a manifestação foi no Congresso Nacional, e os jovens expressaram sua indignação contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Em Porto Alegre (RS), os manifestantes realizaram um trancaço na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em solidariedade à greve dos docentes e técnico-administrativos em educação. No Rio de Janeiro (RJ), o ato foi da Cinelândia aos Arcos da Lapa, onde aconteceu uma grande aula pública contra os cortes de Dilma na educação e a redução da maioridade penal. Participaram estudantes, docentes e servidores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Em Salvador (BA), a manifestação juntou mais de 300 pessoas.

Em Aracaju (SE) o ato teve a presença dos professores da rede estadual e juntou mais de 2 mil manifestantes. Houve também o debate “Pátria educadora pra quem?”, com os comandos locais de greve da educação. Em Belém (PA), os manifestantes reivindicaram ainda melhorias na educação básica. Os docentes em greve da Universidade Federal do Pará (Ufpa), se somaram à mobilização. Em Curitiba (PR) o ato trancou cruzamentos perto da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e dialogou com a sociedade sobre as pautas da educação. Em Pelotas (RS), a mobilização teve concentração na Esquina Democrática, com ato em frente à Prefeitura e na SETRP (Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviários de Pelotas). Pautas locais também foram reivindicadas: os estudantes se posicionaram contra os cortes do governo Sartori e restrição da passagem estudantil.

Em São Luís (MA), a manifestação ocupou uma praça do centro da cidade pra dialogar com os trabalhadores e a juventude sobre a necessidade de lutar contra a redução da maioridade penal, que legitima o genocídio da juventude negra e pobre. Em Campinas (SP), houve panfletagem. Em Belo Horizonte (MG), os estudantes se somaram à marcha dos técnico-administrativos em educação em defesa da educação e da saúde públicas. Em Florianópolis (SC), o ato foi na recepção aos novos alunos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os estudantes protestaram contra a falta de orçamento, cortes na bolsa moradia, congelamento dos editais de permanência que tem afetado o início das aulas.

*Com informações de CSP-Conlutas. Imagem de Adufpa-SSind e Adufrj-SSind.