COMUNICADO Nº 33 – 15 DE AGOSTO DE 2015

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COMUNICADO Nº 33 – 15 DE AGOSTO DE 2015

O Comando Nacional de Greve realizou reuniões nos dias 13, 14 e 15 de agosto, com os seguintes pontos de pauta:

01 – LISTA DE PRESENTES

02 – INFORMES GERAIS

03 – AVALIAÇÃO – UM PASSO À FRENTE: MANTER A GREVE FORTE E AVANÇAR EM SUA RADICALIZAÇÃO

04 – ENCAMINHAMENTOS

05 – MOÇÃO DE REPÚDIO ÀS AÇÕES DA REITORIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF/RJ

06 – QUADRO ATUALIZADO DA DEFLAGRAÇÃO DA GREVE NAS IFE

01 – LISTA DE PRESENTES

13/08/2015 Diretoria: Maria Regina de A. Moreira e Marinalva S. Oliveira. Delegados: Douglas Ferreira de Paula (ADUA), Leônidas de Santana Marques (ADUFAL), João Batista da Silva (ADUFCG), Luciana Santos Collier (ADUFF), Gustavo Costa de Souza (ADUFLA), Maria Luzinete Alves Vanzeler (ADUFMAT), Bruno Peixoto Carvalho (ADUFMS), Gilberto S Marques (ADUFPA), Cristine Hirsch Monteiro (ADUFPB), Adriano Vitti Mota (ADUFRA), Marcos Pedroso (ADUFS), Saulo Pinto Silva (APRUMA), Sara da Nova Quadros Côrtes (APUB), Cláudio Antônio Tonegutti (APUFPR), Marcos Vinícius Leite (APESJF), Everton Diego Soares Ribeiro Santos (SINDIFPI-PI) e Márcia Mourão Ramos Azevedo (SINDUFOPA) e Observadores: João Maria Pereira do Nascimento (ADUFPB), Elisabeth Barbosa, Juarez Torres Duayer (ADUFF) e Maria da Conceição Rosa Cabral (ADUFPA).

14/08/2015 Diretoria: Maria Regina de A. Moreira e Marinalva S. Oliveira. Delegados: Douglas Ferreira de Paula (ADUA), Nelson Eliezer Ferreira Júnior (ADUC); Leônidas de Santana Marques (ADUFAL), Luciana Santos Collier (ADUFF), Gustavo Costa de Souza (ADUFLA), Maria Luzinete Alves Vanzeler (ADUFMAT), Bruno Peixoto Carvalho (ADUFMS), Cristine Hirsch Monteiro (ADUFPB), Adriano Vitti Mota (ADUFRA), Marcos Pedroso (ADUFS), Saulo Pinto Silva (APRUMA), Sara da Nova Quadros Côrtes (APUB), Cláudio Antônio Tonegutti (APUFPR), Everton Diego Soares Ribeiro Santos (SINDIFPI-PI), Márcia Mourão Ramos Azevedo (SINDUFOPA) e Joacir Teixeira de Melo (APESJF). Observadores: Elisabeth Barbosa, Juarez Torres Duayer (ADUFF), Maria da Conceição Prosa Cabral (ADUFPA), Roberto Rondon, Arturo Gouveia (ADUFPB) e Bernardo Ordoñez (APUB).

15/08/2015 Diretoria: Maria Regina de A. Moreira e Marinalva S. Oliveira. Delegados: Douglas Ferreira de Paula (ADUA), Nelson Eliezer Ferreira Júnior (ADUC), Leônidas de Santana Marques (ADUFAL), Juarez Torres Duafer (ADUF), Gustavo Costa de Souza (ADUFLA), Maria Luzinete Alves Vanzeler (ADUFMAT), Sara Martins de Araújo (ADUFOP), Roberto Rondon (ADUFPB), Adriano Vitti Mota (ADUFRA), Marcos Pedroso (ADUFS), Saulo Pinto Silva (APRUMA), Bernardo Ordoñez (APUB), Claúdio Antonio Tonegutti (APUFPR), Joacir Teixeira de Melo (APESJF), Everton Diego Soares Ribeiro Santos (SINDIFPI-PI), Ulisses Sidnei da Conceição Silva (SINDUFOPA), Maria da Conceição Rosa Cabral (ADUFPA). Observadores: Elizabeth Barbosa (ADUF), Arturo Gouveia (ADUFPB), André Vasconcelos Ferreira (ADUFC), Irenísia Torres de Oliveira (ADUFC).

02 – INFORMES GERAIS

1) Participação na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para discutir sobre o tema “Importância da Pós-Graduação e os Direitos dos Pós-Graduandos”

Uma representação do CNG-ANDES-SN esteve presente, na tarde do dia 11/08, à Audiência Pública proposta pelas Deputadas Margarida Salomão (PT) e Alice Portugal (PCdoB) na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, para discutir sobre o tema “Importância da Pós-Graduação e os Direitos dos Pós-Graduandos”.

Fizeram parte da mesa, além da deputada Alice Portugal, o Diretor do Programa de Bolsas da CAPES/MEC, Márcio de Castro, a Presidente da ANPG (Associação Nacional dos Pós-Graduandos), Tamara Naiz, o Secretário Executivo da ANDIFES, Gustavo Balduíno, e a Conselheira Fernanda Sobral, da SPBC. O Ministério de Ciência e Tecnologia foi convidado, mas não enviou representante. Exceto a Presidente da ANPG, os demais convidados ressaltaram o sucesso da Pós-Graduação no país e, ao mesmo tempo, declararam acordo com a justeza da pauta da ANPG, apresentada por Tamara Naiz. O Deputado Federal Ivan Valente informou que havia solicitado informações à CAPES sobre os cortes e socializou o documento-resposta com os presentes. O documento informa que os cortes não impactaram nas bolsas de pós-graduação. Já o Deputado Federal Orlando Silva, membro da Comissão de Orçamento, se dispôs a fazer pressão para impedir a restrição orçamentária à pesquisa.

2) Reunião com os comandos de greve do ANDES, FASUBRA e SINASEFE.

No dia 12 de agosto ocorreu reunião entre os três comandos de greve do ANDES, FASUBRA e SINASEFE, com as seguintes pautas: informes das entidades, avaliação da conjuntura e encaminhamentos. Foram dados os informes por cada entidade e a avaliação foi unânime no sentido de fortalecer a unidade na política e nas ações. Dentre os encaminhamentos: a) Realizar ato na audiência pública na Comissão Especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 395/14; b) Realizar ato no dia 14 de agosto durante evento em Brasília, a que comparecerão Lula e o Ministro da Educação, Renato Janine; c) Elaborar documento conjunto solicitando audiência com o ministro da educação; d) Realizar em conjunto atos nos Estados no dia 18 de agosto, conforme encaminhamento do Fórum dos SPF.

3) Manifestação do CNG ANDES-SN na Audiência Pública da PEC 395/2014 sobre a gratuidade do ensino público

Os docentes do Comando Nacional de Greve (CNG) do ANDES-SN, em ato em conjunto com os CNG do Sinasefe e da Fasubra, protestaram na quinta-feira (13) durante audiência pública da Comissão Especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 395/14. A proposta põe fim à gratuidade em cursos de especialização de instituições públicas no país, alterando a redação do inciso IV do artigo 206 da Constituição Federal, sobre os princípios do ensino, que garante “gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais”.

Assim que a sessão foi iniciada, os docentes federais em greve exibiram as suas blusas com estampa da greve e levantaram cartazes com mensagens em defesa das instituições públicas de ensino, contra o corte orçamentário nas instituições federais de ensino (IFE), na ordem de R$11,7 bilhões, e exigindo diálogo com o Ministro da Educação, Janine Ribeiro.

Entre os convidados que participaram da mesa, estavam a vice-presidente do Fórum de Pró-Reitores de Pós-graduação e Pesquisa (Foprop), Maria José Giannini; o consultor jurídico da Advocacia Geral da União (AGU), Arnaldo Sampaio Gogoy; e docentes da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Claúdio Castro, e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cláudia Morgado. A ANDIFES e a ABRUEM foram convidadas, mas não enviaram representantes. Os palestrantes defenderam a PEC que legitima a cobrança de mensalidade em cursos de pós-graduação lato sensu, que envolvem especializações e MBA (Master Business Administration), pelas instituições públicas de ensino, visando ao abastecimento de profissionais ao mercado de trabalho.

Ao final da audiência, e por solicitação do CNG do ANDES-SN, foi aberta a fala para um representante do comando. Saulo Pinto Silva, representando o CNG do ANDES-SN, disse que os docentes federais, em greve desde o dia 28 de maio, têm como compromisso a defesa do caráter público e a não flexibilização do financiamento (a fala do Prof. Saulo Pinto está disponível no sítio da Câmara dos Deputados: http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/webcamara/arquivos/videoArquivo?codSessao=53544#videoTitulo).

Uma nova audiência foi marcada para debater esta PEC e, por solicitação do CNG do ANDES-SN, foi incluída sua representação na próxima audiência pública.

4) Convite ao CNG ANDES-SN para a Audiência Pública da PEC 395/2014 sobre a gratuidade do ensino público

Como resultado da manifestação do CNG ANDES-SN na Audiência Pública da PEC 395/2014 – Gratuidade do Ensino Público, o Presidente da Comissão Especial da referida PEC, Deputado Pedro Fernandes, encaminhou ofício-convite ao presidente do ANDES-SN, Paulo Rizzo, para participar de audiência pública no próximo dia 20/08, às 9h30, no Plenário 12 do Anexo II da Câmara dos Deputados. Foram convidados para esta audiência o Ministro da Educação, a ANDIFES e outras entidades.

5) Realização de manifestação #NegociaJanine# promovida em conjunto pelos CNG do ANDES-SN, da Fasubra e do Sinasefe no Ato Nacional pela Educação, organizado pelo PT

Representantes dos CNG do ANDES-SN, da Fasubra e do Sinasefe reuniram-se na entrada do Centro de Convenções Meliá Brasil 21, onde ocorreu o Ato Nacional pela Educação, para protestar contra os cortes orçamentários em educação, que chegam a R$ 11,7 bilhões. O objetivo principal da manifestação foi cobrar e denunciar o ministro da Educação, que, passados 79 dias de greve, ainda não recebeu os sindicatos para abrir negociações.

03 – AVALIAÇÃO – UM PASSO À FRENTE: MANTER A GREVE FORTE E AVANÇAR EM SUA RADICALIZAÇÃO

  1. Os ataques aos serviços públicos se intensificam

Após 80 dias da greve da Educação Federal, abre-se uma etapa da conjuntura em que a correlação de forças precisa ser modificada a nosso favor, mediante a necessária intensificação da nossa greve, combinada à unidade política irrevogável com as demais entidades que compõem os SPF. O governo federal aprofunda, ainda mais, sua política de ajuste fiscal, através da ampliação dos cortes no orçamento destinado à garantia dos serviços públicos fundamentais. Assim, ao contrário da falsa polarização entre o Poder Legislativo e o Poder Executivo, temos o desdobramento de uma política de coalizão entre as frações da classe dominante, em torno de um projeto comum de garantia dos interesses econômicos dos capitalistas e de ataques aos direitos dos trabalhadores. A expressão mais recente dessa política é a famigerada “Agenda Brasil”, proposta por Renan Calheiros, que tem como essência modificar leis que protegem terras indígenas, idade mínima para as aposentadorias, áreas de proteção ambiental, licitações públicas, vinculação orçamentária nas áreas sociais, além de um ataque profundo ao caráter público e gratuito do SUS, desobrigando o Estado de cobrir atividades de alta complexidade no serviço público de saúde.

Esse movimento da política governamental tem como objetivo submeter, ainda mais, as finanças públicas ao pagamento dos serviços da dívida pública, de um lado, bem como aprofundar os ataques às conquistas dos trabalhadores, através da retirada de direitos históricos, de outro. A política de ajuste fiscal deve ser compreendida em sua totalidade, a saber, como transferência de riqueza para a burguesia e como desmonte e destruição dos direitos dos trabalhadores.

A greve se amplia como reação política aos ataques do governo federal à educação pública, ao mesmo tempo em que o Estado aprofunda os  mecanismos de criminalização das lutas sociais por direitos através da Lei Antiterrorismo (projeto de Lei 2016/15), votada na Câmara dos Deputados em 12 de agosto, que, em verdade, legaliza o terrorismo de Estado. Avaliamos que se trata de uma evidente demonstração da opção política deste governo de intensificar o desmonte do Estado, aprofundando a política do ajuste fiscal e atacando os trabalhadores. A síntese de tal política se dá no tripé destruição de direitos, arrocho salarial permanente e criminalização das lutas e dos movimentos sociais.

Diante desse quadro, a única saída que se apresenta é intensificar as greves dos SPF em curso, radicalizando-as no sentido de reversão da política neoliberal de ajuste fiscal.

  1. Etapa da greve das IFE

Essa etapa da greve das IFE tem como pressuposto dois dados fundamentais. O primeiro indica que a “Pátria Educadora” tem como lógica a articulação substantiva entre o desmonte da educação pública e gratuita (a partir da flexibilização do seu financiamento, como podemos observar na PEC 395/2014, que institucionaliza a privatização da pós-graduação lato sensu), a política de cortes (que tem como desdobramento a efetivação da privatização completa das IFE, com a institucionalização de mensalidades e a ampliação dos mecanismos de captação de recursos privados para o financiamento das IFE) e o repasse de recursos públicos para o capital privado do setor educacional. O segundo dado é que o Ministro da Educação, Renato Janine, não negociou ainda com as entidades em greve. As reuniões com o MEC não apontaram propostas sobre nenhum dos eixos de nossa pauta específica, o que exige maior mobilização e pressão de nossa categoria para arrancar nossas reivindicações.

Na prática, o impacto dos cortes abrange o cotidiano das IFE, com redução de bolsas, paralisação de obras, cortes na pós-graduação, demissão de trabalhadores terceirizados, paralisação de programas e suspensão de novos projetos etc. Tais medidas, ao tempo em que aprofundam a precarização das nossas condições de trabalho, criam as bases para a intensificação de soluções privatistas por meio da contratação via OS e cobranças de mensalidade e taxas.

Nesse sentido, temos que caracterizar que a greve das IFE deu um salto qualitativo no mês de agosto, avançando de 41 para 50 instituições em greve. Inclusive, a greve avançou em universidades que não são base do ANDES-SN, como a Universidade Federal do Ceará e a Universidade Federal do Cariri, que deflagraram a greve esta semana. Isso somente foi possível com o fortalecimento da greve nas bases e com o recuo do governo mediante seu fracasso em dividir os SPF.

Outro aspecto importante foi a reunião, no dia 12 de agosto, do Comando Nacional de Greve do ANDES-SN com a diretoria da ANDIFES, como resultado da nossa mobilização. Nesta, a associação dos reitores apresentou sua preocupação com o impacto dos cortes nas universidades federais, destacando a não liberação das vagas para novos concursos públicos. O CNG do ANDES-SN propôs à diretoria da ANDIFES quatro encaminhamentos. Primeiro, que a ANDIFES solicite ao Ministro da Educação que receba e dialogue com o CNG do ANDES-SN sobre a pauta da greve dos docentes; que haja reunião conjunta entre ANDES-SN, ANDIFES e MEC para discutir os cortes nas universidades e a realização de concursos públicos; que haja nova reunião com a ANDIFES sobre pontos específicos da pauta dos docentes das federais, como reestruturação da carreira e contratação via OS; e, por fim, que seja solicitada reunião com o presidente do Senado para debater a aprovação do PL que cria novas vagas para concurso público. A diretoria da ANDIFES informou que existe um Projeto de Lei da Câmara (PLC) 6244/13, que cria 8.843 cargos em diversos órgãos da administração federal. Serão 5.320 cargos de professor e 2.008 cargos de técnico-administrativos. Fora esse projeto, existem vagas disponíveis no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que ainda não foram liberadas desde 2012. Com efeito, o resultado da reunião com a ANDIFES foi muito positivo, por reconhecer o impacto dos cortes nas universidades, reafirmar acerto no protagonismo da nossa greve em alertar e denunciar o desmonte da política de ensino superior público, acompanhada da precarização das nossas condições de trabalho.

Nossa política deve permanecer nos marcos da defesa irrevogável da unidade política dos SPF. Aliás, nossas vitórias pontuais somente foram alcançadas em função desta importante e histórica unidade. A questão do índice, que tem suscitado inúmeros debates na nossa base, ganhou uma importância decisiva no processo da greve, pois é o sinal comum de unidade de todas as categorias dos SPF contra a política divisionista do governo. Na verdade, temos que ter a capacidade política de debater o índice econômico, exigindo do governo a integralização da nossa pauta nas mesas de negociações. Não esqueçamos que nossa greve é centrada em cinco eixos: defesa do caráter público e gratuito das universidades, valorização salarial de ativos e aposentados, melhoria nas condições de trabalho, garantia da autonomia e reestruturação da carreira. A defesa do reajuste salarial é importante politicamente porque estamos em um período de intensificação dos cortes, sobretudo com a proposta de coalizão da “Agenda Brasil”, que tem o “ajuste zero” como política salarial. Temos que manter o acerto da unidade dos SPF em torno de um índice comum no sentido de enfrentar o governo em sua política de ajuste fiscal.

Mesmo num cenário duríssimo, nossa greve é forte e cresce. Temos que considerar que, numa conjuntura política que transcende a disputa interna às IFE, esta greve expressa uma disputa mais fundamental entre projetos antagônicos, sobre concepções distintas de Universidade, que não podem ser desconsideradas ao sabor das pressões políticas e casuísmos do momento. Temos que fortalecer nossa política, nossos métodos democráticos de decisão e resistir a este processo agudo de desmonte e privatização da universidade pública brasileira.

  1. Construir ações para enfrentar a nova ofensiva do governo

A conjuntura se acirra e nós temos que dar um passo à frente e arrancar do governo uma mesa efetiva de negociação da pauta específica, bem como reforçar a unidade política com os SPF nas mesas de negociação da pauta geral. Temos compreensão de que para enfrentar a política de cortes do governo a saída é intensificar nossa luta, isto é, teremos que ampliar nossa mobilização e ações unificadas por todo o país.

Nesse sentido, o fortalecimento dos Fóruns Estaduais dos SPF e dos Fóruns Estaduais de Educação, por exemplo, deve ocorrer no próximo período. Há um esforço da categoria em resistir aos ataques, produzindo debates, atos públicos e manifestações, no intuito de ampliar a consciência dos trabalhadores para a tarefa e o compromisso de não se render aos ataques e ao desmonte da universidade pública, gratuita e de qualidade.

Há a necessidade de radicalizar nossa greve, mantendo a unidade dos SPF, pois o avanço de nossa pauta específica depende da unidade com outros setores e a intensificação das ações em torno da pauta geral.

Os encaminhamentos da greve são resultado do debate permanente e deliberação coletiva no CNG ANDES. A responsabilidade que temos é grande e o passo à frente envolve a necessidade de construção efetiva da greve e o envolvimento da categoria nas mobilizações e ações deliberadas. Assim, a conjuntura exige toda nossa dedicação e esforço, para enfrentar os cortes e avançar na negociação da pauta. A responsabilidade da nossa greve está à altura da história de resistência e luta do ANDES-SN por uma universidade pública, gratuita e de qualidade.

É fundamental aprofundar nossa greve na unidade com os SPF, tendo como horizonte estratégico a construção da greve geral dos servidores públicos federais contra o desmonte dos serviços públicos. Por isso, é importante que os CLG se empenhem nas tarefas do próximo período.

04 – ENCAMINHAMENTOS

  1. Realizar atos nos estados dia 18/8 em unidade com os SPF;
  2. Organizar a vinda dos docentes para as manifestações em Brasília, nos dias 27 e 28/8, denunciando a falta de negociação por parte do MEC nos três meses da greve dos docentes federais;
  3. Realizar atos em espaços públicos e vias públicas, preferencialmente em atividades conjuntas com os SPF, que deem visibilidade à luta;
  4. Dar ampla divulgação ao documento elaborado pelo CNG-ANDES-SN “CORTES DE VERBAS AMEAÇAM O CARÁTER PÚBLICO E GRATUITO DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE ENSINO”, enviado no COMUNICADO Nº 32 – 12 DE AGOSTO DE 2015;
  5. Enviar até o dia 21/08 a posição das Assembleias Gerais, a partir da discussão do texto “Elementos para definição de estratégias de negociação da pauta da greve nacional dos docentes federais” (Comunicado nº 30, de 05/08/2015);
  6. Fortalecer o CNG com a presença de delegados e observadores de todas as instituições em greve;
  7. Prosseguir e intensificar a campanha “#DialogaJanine”. Isso deve ser acompanhado de ações de mídia: coletivas e/ou comunicados à imprensa, blogs e outros meios de comunicação, outdoors e demais iniciativas;
  8. Prosseguir e intensificar a campanha “ABRE AS CONTAS, REITOR”, no sentido de: a) cobrar dos reitores resposta à pauta local; b) exigir dados sobre as vagas docentes disponíveis e os impactos no funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão; c) intensificar a cobrança dos impactos dos cortes de verbas de custeio e capital e posicionamento dos reitores e conselhos universitários sobre esses cortes em cada IFE;
  9. Aprofundar o debate sobre as políticas governamentais como o ajuste fiscal e a Agenda Brasil, analisando os seus impactos sobre os direitos sociais, os serviços públicos e, em especial, sobre as Instituições Federais de Ensino;
  10. Denunciar a lei antiterrorismo (PL 2016/15) como um profundo ataque e tentativa de criminalização das lutas e dos movimentos sociais;
  11. Enviar docentes para a Audiência Pública na Câmara dos Deputados, no dia 20 de agosto, às 9h30, sobre a Proposta de Emenda à Constituição nº 395-A, de 2014, que “altera a redação do inciso IV do art. 206 da Constituição Federal, referente à gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais”, para facultar a cobrança dos cursos lato sensu.

AGENDA:

Dia 18—> Atos dos servidores públicos federais nos estados;

Dia 20–> Audiência Publica na Câmara dos Deputados sobre a PEC 395-14;

Dia 21–> Data-limite para envio de resposta das AG sobre o COMUNICADO 30;

Dias 27 e 28 de agosto–> Manifestações dos docentes federais em Brasilia;

05 – MOÇÃO DE REPÚDIO ÀS AÇÕES DA REITORIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF/RJ

Moção de Repúdio

O Comando Nacional de Greve do ANDES-SN, reunido no dia 15/08/2015, repudia as ações da Reitoria da Universidade Federal Fluminense, em Niterói/RJ, que promove articulações com a Prefeitura Municipal de Niterói, Canto do Rio Futebol Clube e empresas da iniciativa privada, no sentido de firmar convênios para atividades esportivas e educação física, à revelia do Instituto de Educação Física. A intenção de praticar uma concepção de Educação Física e esporte que se contrapõe à construção acadêmica consolidada pela comunidade de Educação Física do referido Instituto está explicitamente divulgada no portal da UFF.

06 – QUADRO ATUALIZADO DA DEFLAGRAÇÃO DA GREVE NAS IFEs

(Em destaque as Seções com novas deflagrações)

N Seção Sindical IFE
01 ADUFAC Universidade Federal do Acre
02 ADUA Universidade Federal do Amazonas
03 SINDUFAP Universidade Federal do Amapá
04 ADUFRA Universidade Federal Rural da Amazônia
05 ADUFPA Universidade Federal do Pará
06 SINDUNIFESSPA Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará
07 SINDUFOPA Universidade Federal do Oeste do Pará
08 ADUNIR Universidade Federal de Rondônia
09 SESDUF-RR Universidade Federal de Roraima
10 SESDUFT Universidade Federal de Tocantins
11 SINDIFPI Instituto Federal do Piauí
12 ADUFERSA Universidade Federal Rural do Semiárido
13 ADUFAL Universidade Federal de Alagoas
14 ADUFS Universidade Federal de Sergipe
15 ADUFPB Universidade Federal da Paraíba
16 SINDUNIVASF Universidade do Vale do São Francisco
17 APUB Universidade Federal da Bahia
18 APUR Universidade do Recôncavo da Bahia
19 ADUFOB Universidade Federal do Oeste da Bahia
20 APRUMA Universidade Federal do Maranhão
21 ADUFCG Universidade Federal de Campina Grande
22 ADUFCG-PATOS Universidade Federal de Campina Grande – Patos
23 ADUC Universidade Federal de Campina Grande – Cajazeiras
24 ADUFMAT Universidade Federal do Mato Grosso
25 ADUFMAT- RONDONÓPOLIS Universidade Federal do Mato Grosso – Rondonópolis
26 CAMPUS GOIÁS Universidade Federal de Goiás
27 ADCAJ Universidade Federal de Goiás – Jataí
28 ADCAC Universidade Federal de Goiás – Catalão
29 ADUFDOURADOS Universidade Federal da Grande Dourados
30 ADUFMS Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
31 SESDIFMT Instituto Federal do Mato Grosso
32 ADLESTE Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – Três Lagoas
33 ADUFF Universidade Federal Fluminense
34 ADUFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro
35 ADOM Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – Campus de Mucuri
36 ADUFLA Universidade Federal de Lavras
37 SINDFAFEID ou ADUFVJM Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – Diamantina
38 CLG – UFSC Universidade Federal de Santa Catarina
39 SEÇÃO SINDICAL DO ANDES-SN na UFRGS  Universidade Federal do Rio Grande do Sul
40 CLG – UNILAB Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
41 ADUFOP  Universidade Federal de Ouro Preto
42 APESJF Universidade Federal de Juiz de Fora
Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais
43 ADUNI-RIO Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
44 APUFPR Universidade Federal do Paraná
45 ADUFPI Universidade Federal do Piaui
46 ADUFSJ Universidade Federal de São João Del Rei
47 ADUFC Universidade Federal do Ceará
Universidade Federal do Cariri
48 ADUFTM Universidade Federal do Triângulo Mineiro